Emissões de Gases de Efeito Estufa


Na gestão das emissões de GEE, a Marfrig se baseia em quatro referências:  

  • Política de Mudanças Climáticas e Recursos Naturais, documento que estabelece níveis operacionais para as atividades industriais, comerciais e de serviços, em direção a uma economia de baixo carbono.
  • Inventários anuais realizados desde 2010, publicados no sistema disponibilizado pelo CDP. O levantamento feito pela Marfrig abrange os Escopos 1, 2 e 3, incluindo, por exemplo, informações referentes à fermentação entérica dos animais e manejo de dejetos. O inventário está sendo atualizado, para abranger outras fontes de emissão no Escopo 3. Para assegurar o compromisso com o relato de emissões e monitoramento das metas que serão apresentadas no ciclo de 2020 do CDP, a Marfrig pretende contratar auditoria de terceira parte para o inventário a ser publicado a partir dessa data. 
     
Emissões
 

Essa maior abrangência dos inventários de GEE é resultado de melhorias no processo de gestão das emissões, o que permite considerar outros fatores de emissão no cálculo, como a logística de produtos acabados.

A Marfrig também empreende esforços para diminuir as emissões relacionadas à compra de gado. Um exemplo é parceria inédita firmada com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 2018, para fomentar a adoção de práticas mais sustentáveis à pecuária. Abrange os conceitos produtivos de Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne de Baixo Carbono (CBC), com a certificação de carnes produzidas em sistemas que neutralizam ou reduzem a emissão de metano emitido pelos animais. A empresa também encoraja os fornecedores a garantirem uma boa gestão dos processos agrícolas relacionados a Manejo de Pastagem, Alimentação Animal e Manejo de Dejetos por meio do Marfrig Club.

Para coletar e monitorar mensalmente os dados, a Marfrig possui uma plataforma específica. No cálculo das emissões de GEE, são usadas a metodologia "GHG Protocol: A Corporate Accounting and Reporting Standard" e as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (2006). Para o Brasil, os cálculos são desenvolvidos com base na metodologia do GHG - Protocolo Brasileiro. Os fatores de emissão consideram, em geral, as diretrizes do IPCC de 2006 e questões específicas de cada país, sempre que possível.

  • Metas. Em 2013, a Companhia se propôs a reduzir em 15% as emissões até 2020 (com base nos números de 2012). A contínua melhoria da eficiência dos processos permitiu que o objetivo fosse alcançado dois anos antes, em 2018. Agora, a Marfrig trabalha em um novo plano de metas, tendo 2019 como ano base. O planejamento que está em curso monitora as tendências globais de haver taxação de carbono, tanto para os produtos que exporta, quanto para a energia elétrica que consome, e se baseia nas metodologias do Science Based Targets (SBT). As metas serão anunciadas no ciclo de reporte ao CDP Mudanças Climáticas 2020.
  • Avaliação de cenários. A empresa realizou a primeira avaliação de cenários climáticos em 2019, tendo o ano de 2040 como horizonte.  A partir dos resultados, está sendo desenvolvido o Plano de Ação. Nesse trabalho, as projeções consideraram os cenários Representative Concentration Pathway, do IPCC. No futuro, a empresa espera avaliar cenários quantitativos com horizontes mais longos, em linha com estabelecido no Acordo de Paris. Tal evolução também auxilia a empresa no desenvolvimento de metas baseadas na metodologia Science Based Targets (SBTs) e na precificação de carbono. Mudanças climáticas é um tema de especial importância para a pecuária. Influencia os processos de criação animal, pois demanda a criação de raças mais resistentes a altas temperaturas, bem como técnicas de manejo que promovam melhor conforto térmico nas propriedades, incluindo a recomendação de áreas de sombreamento e a manutenção de áreas verdes com árvores, onde os animais tenham acesso.