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Multinacionais emergentes investem 25% do fluxo global


As multinacionais de países emergentes responderam por 25% do fluxo global de investimentos em 2009. "O crescimento das economias do BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China] tem proporcionado o aumento significativo dos investimentos das multinacionais desses países emergentes", declarou o professor de Negócios Internacionais da britânica Cardiff Business School, Glenn Morgan, em simpósio da ESPM, ontem, em São Paulo.

De acordo com o especialista, nos últimos 12 anos o número de multinacionais emergentes entre 500 maiores companhias mundiais saltou de 20 para 90 empresas. "O Brasil possui 13 delas, volume abaixo da China e da Índia, mas acima da Rússia e do México", comparou Morgan.

No exemplo, as 13 companhias brasileiras consideradas multinacionais pelo ranking Fortune Global são: Petrobras, Vale, Gerdau, Votorantim, Odebrecht, Camargo Correa, Embraer, Marcopolo, JBS-Friboi, BR Foods, AmBev, Coteminas e Natura.

"São multinacionais de ramos específicos - recursos naturais, manufatura e bens de consumo. Elas estão crescendo rapidamente e evoluindo de forma diferente das tradicionais americanas, japonesas e alemãs", diferenciou.

Morgan acredita que o câmbio valorizado no Brasil proporciona oportunidades para outras grandes companhias brasileiras adquirirem ativos no exterior.

"Muitas ações de empresas estão mais baratas nos Estados Unidos e na Europa e são oportunidades para fusões e aquisições", sugere Morgan.

Mas ele também adverte o risco dessas operações com outro exemplo. "Houve uma época na década de 90 que o iene estava muito valorizado e os japoneses aproveitaram para comprar muitas empresas americanas, mas depois perderam muito dinheiro porque compraram negócios que não eram rentáveis", alertou o especialista.

(Jornal DCI)

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