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Consumidor se importa e valoriza empresas que se preocupam com bem-estar animal


Programa de bem-estar está inserido nos pilares de sustentação em todas as unidades da Marfrig

São Paulo, 06 de setembro de 2017 – As pessoas estão mais conscientes e preocupadas com a origem dos produtos que adquirem. É natural, portanto, que queiram conhecer e entender a trajetória que leva os alimentos do campo para o varejo. A transparência nos rótulos e embalagens foi considerada, neste ano, a principal tendência deste mercado, segundo a Innova Market Insights, consultoria holandesa, especializada em estudos no setor de alimentos e bebidas. No caso das carnes, o processo que envolve o abate, principalmente, se torna relevante. O Instituto Certified Humane Brasil, entidade sem fins lucrativos, com o objetivo de representar a Humane Farm Animal Care na América do Sul, ressalta que o consumidor se importa e valoriza empresas que se preocupam com bem-estar animal. Segundo a entidade, as pessoas também se interessam pelo modo com que os animais se alimentam, por meio de ração, pastagens, com a utilização ou não de “aditivos” para promover o crescimento.

O instituto reforça que, para 91% dos consumidores brasileiros, produtos originados de animais submetidos a boas condições de vida, transporte e abate têm mais qualidade do que os obtidos por métodos de criação convencionais. Para a maioria das pessoas, é possível supor que essa percepção esteja baseada no senso comum, mas a verdade é que os pesquisadores avançaram e comprovaram cientificamente essa realidade. Um exemplo é a constatação de que a carne de animais submetidos a menos estresse durante a vida tem características físicas e químicas mais agradáveis ao paladar.

No estudo sobre os métodos e efeitos do tipo de veículo utilizado para o transporte de bovinos como indicador do bem-estar animal fica comprovado que, quando há maior esforço físico e estresse psicológico (decorrente do estado emocional de medo do animal), ocorrem alterações no pH da carne. O resultado mostra que a média de pHu foi ligeiramente mais alta para animais que tiveram maior estresse - no caso pHu = 5,77 contra pHu = 5,72. Apesar de a diferença ser pequena, é necessário levar em conta que valores de pHu acima de 5,8 podem resultar em restrições comerciais e prejudicar a qualidade da carne, com impacto na saúde do consumidor.

O bem-estar sempre esteve entres as prioridades da Marfrig Global Foods desde 2009. Em todas as unidades o conceito está presente. “Há mais de uma década intensificamos os trabalhos sobre esse assunto, por entender que o tratamento deve ser digno durante todo o ciclo de vida do animal”, explica Alessandra Tondatto, coordenadora de bem-estar animal da Marfrig. Ela também acrescenta que a utilização de métodos que garantam qualidade de vida contribui para a cadeia como um todo, assim como para o resultado final dos produtos, uma vez que as perdas são menores e a qualidade superior. Assim, além de proporcionar melhores condições para os animais, os processos também trazem mais segurança para os produtos e consequente satisfação dos clientes.

Para a eficiência dos métodos, existe na Marfrig um departamento exclusivo para tratar os assuntos relacionados ao bem-estar animal. “Nossas unidades de processamento de bovinos possuem pelo menos um técnico, zootecnista ou veterinário, altamente capacitado, que juntamente com os colaboradores envolvidos, garante o tratamento adequado”, explica. Outro detalhe colocado pela especialista é que a companhia convida fazendas fornecedoras para participar de treinamentos sobre o tema. “Já fizemos algumas edições e o resultado é muito positivo, pois todos se envolvem com a proposta de manejo racional.”

“Os colaboradores que trabalham diretamente com os animais, desde o embarque até o manejo dentro das unidades, são cientes da responsabilidade que permeia o bem-estar animal. Essa consciência é cultivada através de treinamentos internos e externos, regulares e com revisões frequentes.” Estar inserido no conceito de bem-estar animal não se restringe apenas a estar de acordo com uma questão politicamente correta. Hoje, a demanda é ultrapassa essa barreira e reflete em uma cadeia muito mais ampla, que começa no campo e se cascateia à mesa, aos valores e ao bem-estar também do consumidor final.

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