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Embargo russo a unidades do JBS em Mato Grosso preocupa criadores.


A suspensão pelo Serviço Federal de Inspeção Veterinária e Fitossanitária da Rússia das compras de carne bovina de duas unidades do JBS situadas em Mato Grosso preocupa os criadores do Estado. Eles contestam o argumento de que a mercadoria teria resíduos do antibiótico oxitetraciclina, utilizado no combate às infecções provocadas por bactérias, acima dos padrões permitidos. A Rússia já embargou a unidade de Barra do Garças e, a partir do dia 14 de setembro, inclui também a de Araputanga.

Segundo o médico veterinário Carlos Augusto Zanata, coordenador de pecuária da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a justificativa apresentada pelo governo russo precisa ser melhor avaliada.
- Como as margens da atividade estão baixas, dificilmente um criador iria aplicar o medicamento em um animal que será abatido em três dias - argumenta, lembrando que o efeito terapêutico da oxitetraciclina é de três a cinco dias.

Zanata afirmou que, além de denegrir a imagem da carne brasileira no exterior, a suspensão das compras pela Rússia terá impacto no preço recebido pelos criadores nas regiões que têm o JBS como principal comprador. Ele explicou que os criadores terão prejuízo, pois o frigorífico irá pagar menos pelo animal que será vendido no mercado doméstico.

A Rússia é o segundo principal destino das exportações de carne bovina de Mato Grosso. De janeiro a julho, o mercado russo absorveu 24% (91,6 mil toneladas) das exportações do Estado, que totalizaram 385,9 mil toneladas. O maior comprador é o Oriente Médio, para onde foram exportadas nos primeiros sete meses deste ano 130,3 mil toneladas.

(Portal Meatworld)

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