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Projeto inédito vai identificar a fauna do planalto catarinense


Pesquisadores e acadêmicos da Unochapecó iniciaram ações para conhecer espécies de animais que vivem nos ecossistemas do Planalto de Santa Catarina

O grupo de Estudos Ambientais da Bacia Hidrográfica do Alto Rio Uruguai da Unochapecó iniciou na quarta-feira (06/10) os trabalhos de campo do projeto Diversidade e Conservação da Fauna do Planalto de Santa Catarina. Durante cerca de 10 dias os pesquisadores e estudantes vão registrar a diversidade da fauna (principalmente invertebrados aquáticos, peixes, anfíbios e aves) em florestas do planalto catarinense.
A quantidade de informações consideradas básicas sobre a biodiversidade ainda é insuficiente no estado. Para a pesquisadora e professora da Unochapecó, Elaine Maria Lucas Gonsales, coordenadora do projeto e doutora em Ecologia, a falta destas informações dificulta na tomada de decisões sobre a conservação da diversidade biológica, bem como dos ecossistemas associados. Ao mesmo tempo em que carece de informações básicas, o estado de Santa Catarina está inteiramente situado dentro do bioma Mata Atlântica, considerado o quinto dentre os 34 "hotspots" mundiais prioritários para a conservação da biodiversidade e Patrimônio Nacional pela Constituição Federal Brasileira. Uma pesquisa com esta proposta pode ter resultados positivos para o futuro da preservação ambiental no estado.

A Fundação de Apoio à Pesquisa e Tecnologia do Estado de Santa Catarina financiou com mais de R$ 100 mil reais a execução do projeto que consiste na excursão em quatro áreas do planalto catarinense no período de dois anos. O grupo é formado por 4 professores e 14 bolsistas da Universidade Comunitária da Região de Chapecó envolvendo o Mestrado em Ciências Ambientais e as graduações de Ciências Biológicas e Engenharia Química. Um professor e um aluno do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Tecnológica do Paraná também farão parte da equipe. O primeiro local a ser estudado é a Fazenda Tamanduá, no município de Vargem Bonita de propriedade da Seara Alimentos S/A. Os integrantes irão ficar no Centro de Educação Ambiental da Seara durante os dez dias realizando coletas, identificando espécies e o seu habitat. Tudo o que for registrado será transformado em publicações científicas e apresentado em congressos.

(Portal Arautoonline)

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