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Lucro dos empresas de capital aberto cai


Apesar de significativas melhoras nos resultados operacionais, o lucro líquido dos três frigoríficos brasileiros de capital aberto recuou no primeiro semestre. Com exceção da Brasil Foods (BRF), resultado da fusão entre Sadia e Perdigão e que tem foco em aves e suínos, os grupos Marfrig, JBS e Minerva registraram fortes quedas. O motivo comum aos três foi a volatilidade cambial, que aumentou o valor em reais das dívidas denominadas em moedas estrangeiras. Já a Brasil Foods teve um forte incremento no lucro líquido, puxado em grande parte pelo fato de a base de comparação (1° semestre de 2009) marcar o período mais agudo da crise da Sadia.

A recuperação nas exportações e o esperado aumento nas margens operacionais dos frigoríficos ajudaram a aplacar o mercado com relação ao crescimento das despesas do Marfrig principalmente por conta dos investimentos em marketing - e com o efeito cambial sobre as despesas financeiras do JBS. Com negócios cada vez mais parecidos, os dois grupos tiveram evoluções idênticas na receita líquida, no lucro bruto e na margem bruta no primeiro semestre. Já o Minerva, que optou pelo crescimento orgânico, registrou evoluções mais modestas, mas expandiu sua participação nas exportações brasileiras de carne bovina para perto de 20%. JBS tem 50% e Marfrig, 16%. L.S.

(Jornal Brasil Econômico)


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