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Em busca das vantagens da consolidação


Com um potente conjunto de empresas adquiridas sob seus chapéus, os grupos Marfrig e JBS começam a consolidar os planos para fazer valer ao máximo as possibilidades de sinergia. Ou seja, transformar o aumento de escala em ga­nhos operacionais.

Cada grupo optou por estratégias dife­rentes. O plano do JBS é investir com vi­gor na distribuição e na logística de das operações. Alocará US$ 2 bilhões entre 2010 e 2012, que serão distribuídos na aquisição de novos veículos para ampliar a frota e no aumento e melhoria de dos 60 centros de distribuição espalhados pelo mundo. Com os caminhões próprios, su­prirá a demanda onde o frete terceirizado não é competitivo. Nos centros, pretende investir em sua estrutura e nos funcioná­rios. É possível que adquira um distribui­dor de carnes na Rússia, mas o objetivo não será a construção de novos centros. Cada grupo optou por estratégia diferente. O JBS investe na distribuição. O Marfrig, em marketing plano do Marfrig passa pela con­solidação de suas marcas com investi­mentos em marketing, que foram de R$ 46 milhões no segundo trimestre deste ano. Separadamente, as empre­sas adquiridas não teriam condições de fazer o mesmo trabalho. Um dos exem­plos do que a sinergia pode proporcio­nar traduz-se na estratégia de publici­dade adotada durante a Copa do Mun­do na África. Com apenas um patrocí­nio nos campos de futebol, o Marfrig alternava as marcas de acordo com o time (e o país) que jogava. A Seara, presente em mais de 100 países, estava sempre em evidência.

O grupo também lançou 120 produ­tos, colocando no mercado inclusive cortes de carne bovina com a bandeira Seara, antes restrita a aves e suínos. Ago­ra há igualmente pratos prontos, como pizzas, sanduíches e massas. O esforço de marketing, no entanto, acabou afe­tando os resultados do grupo do segundo trimestre. As despesas, por exemplo, dobraram, chegando a R$ 458 milhões.

A série de reportagens a partir da pá­gina 4 mostra que nem tudo são flores quando se trata de grandes consolidações como as feitas pelos frigoríficos brasileiro.Durante a transição,pode,por exemplo,haver falhas de produção,afetando a qualidade dos produtos.

(Jornal Brasil Econômico)


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