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Valorização Porteira a dentro e afora.


Ao se falar de cruzamento industrial com a raça Aberdeen Angus, ente em fêmeas zebu-possível não se surpreender e de vantagens proporciona-a raça, já reconhecida como de qualidade, enquanto raça pura reportagem, chamou a fato de os agentes envolvi direto ou indiretamente na cadeia entrevistados, mostrarem-se ao criar o saldo positivo gerada. O consultor de projetos ia intensiva e produção de carne de qualidade Roberto Barcellos afirmar que a Angus é a que dá benefícios maiores sue  dentro e fora da porteira ser utilizada no cruzamento industrial. "Têm raças que são mais rústicas, possuem maior habilidade materna, produzem mais leite, ganham peso com mais velocidade, têm maior rendimento de carcaça, mas, isso quando observadas em características individualizadas. Agora, quando penso no equilíbrio de características, a Angus se sobressai, pois tem custo/beneficio maior", considera.

Barcellos explica que enquanto o cruzamento industrial com raças continentais apresenta animais com frames maiores e, portanto, com grande exigência nutricional, quando realizado com raças britânicas, e sendo Angus, tanto as características quanto os benefícios produtivos são acentuados. "É uma raça de porte médio, econômica e que leva economia ao processo." O consultor sugere ainda observar a sazonalidade de produção de pastagens, comum ao Brasil Central, como um dos itens fundamentais na escolha da raça a ser usada no cruzamento. "Qualquer animal com um frame maior terá um custo/benefício menor do que aquele que tiver frame menor", ressaltou, evidenciando para a necessidade do pecuarista atentar à produção de um animal de tamanho equilibrado e que possibilite melhor adequação ao período de escassez de pastagens, típico em regiões como o Centro-Oeste, e com isso, estará considerando a oferta de alimento disponível. Condições, estas, possíveis por meio do cruzamento industrial com a Angus, ressaltou. O investimento e os resultados do cruzamento industrial com a raça, no entanto, já são vistos em diferentes regiões do Brasil. O professor de Nutrição e Produção de Ruminantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Mário De Beni Arrigoni, assegura que hoje existem confinamentos de animais jovens, inteiros ou castrados, para atender este mercado de carne diferenciada e de exigentes paladares, distribuídos em todos os estados do Centro-Oeste. "Temos projetos de média e grande escala distribuídos por praticamente todas as áreas de Mato Grosso, desde o município de Barra do Garças até São Félix do Araguaia, bem como em Mato Grosso do Sul e Goiás, e os resultados apontam que para o sistema de terminação intensiva, que é o confinamento, o sangue Angus x Nelore é excelente, pois carrega características desejáveis como rusticidade, ganho de peso, excelente terminação e qualidade de carne", informou. No Paraná, o professor do curso de Medicina Veterinária da Unicentro, Mikael Neumann, aponta êxito em dois quesitos fundamentais, priorizados pelo criador na utilização da Angus no cruzamento industrial: grau de acabamento de carcaça e rendimento/carcaça no frigorífico. Segundo o especialista, as fêmeas F l Angus alcançam maior peso ao desmame e, consequentemente, obtêm redução na idade do primeiro acasalamento. "O primeiro acasalamento vai ocorrer entre os 12 e 16 meses, pois os animais oriundos do cruzamento com a Angus têm antecipados entre seis a oito meses essa iniciação e, sob as mesmas condições de clima, manejo e alimentação dada a todos animais", comparou. Outra característica refere-se aos filhos das fêmeas Fl" verifica-se padrão excelente de características de carcaça e crescimento desses animais." Neumann também reforça que o cruzamento industrial é adequado a diferentes sistemas de produção. Tanto na forma intensiva quanto a pasto. "Em ambas as situações o cruzamento industrial promove benefícios, pois gera melhorias de adaptação climática e de manejo dos animais."

O zootecnista Tito Mondadori, técnico da Associação Brasileira de Angus (ABA) no centro do País observa o aditivo de características positivas das raças quando usadas no cruzamento industrial. "Ao se acasalar um animal Angus com um zebuíno obtém-se a maior heterose que se pode conseguir, uma vez que estamos cruzando animais de espécies diferentes (Bos Taurus x Bos Indicus), o que garante incremento de até 25% em características como ganho de peso e velocidade de crescimento", sinalizou. Mondadori destacou ainda a antecipação da idade de abate entre as principais vantagens do cruzamento. "É uma das ferramentas mais viáveis para isso, pois permite eliminar a fase da recria, encurtando o ciclo da pecuária para até 24 meses contra os tradicionais 36 meses ou mais, o que significa i maior rentabilidade e giro de capital na propriedade." Segundo o zootecnista, enquanto um zebu é desmamado com 200kg, o 1/2 sangue Angus apresenta, no mesmo período, 240 a 260kg sob condições iguais de uso de tecnologias. De acordo com o médico veterinário Fábio Medeiros, subgerente da ABA no Programa Carne Angus Certificada, pesquisas apontam para uma carne mais firme produzida a partir de animais da raça Nelore, a um menor grau de marmorização e menor suculência. "Assim, buscando-se aliar a rusticidade e adaptabilidade do Nelore às vantagens da raça Angus se preconizou a utilização do cruzamento industrial (Angus x Nelore) no Brasil Central e Norte do país", apontou Medeiros.

Genética
O professor de Nutrição e Produção de Ruminantes da Unesp recomenda aos produtores buscarem adquirir sêmen de touros Angus com origem controlada, principalmente na utilização do cruzamento industrial no Centro-Oeste. "É preciso identificar touros que apresentem DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) positivas para taxas de crescimento para poder atender o mercado." Com isso, continua, serão produzidos  animais  que terão  peso e acabamento de gordura desejados, respectivamente, de 17 arrobas (470 a 480 quilos) aos 20 meses e espessura de gordura superior a 4 milímetros. Arrigoni apontou que sejam consideradas DEPs para maior peso ao desmame, ganho de peso no pós-desmame e Área de Olho de Lombo (AOL) grande (superior a 70 centímetros quadrados ao abate). "E também priorizem DEP marmoreio, observando animais que transmitam  essa  característica",   reforçou. Segundo Arrigoni, o produtor precisa investir em genética para estar preparado para atender esta demanda crescente. "Alianças de comercialização de carne procuram essa carne mestiça com cruza Angus para atender este mercado que não é mais apenas um nicho como era antes", analisou.

Os números das vendas de doses de sêmen Angus Brasil comprovam essa afirmação. O último Telatório da Associação  Brasileira  de  Inseminação Artificial (Asbia) mostra crescimento de 38,68% na comercialização de sêmen Angus, em 2009, contra os 18,35% de incremento verificados no mercado nacional de corte. Entre as européias, o relatório aponta liderança isolada da Angus, quando comercializou 1,452 milhão de doses de sêmen no ano passado. Desse total, 1,261 milhão de doses de sêmen correspondem a compras feitas no Brasil Central, nas regiões Centro-Oeste, Norte e em estados como São Paulo. O presidente da ABA, Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello, credita esses números à qualidade da raça, que a torna de preferência nacional quando o assunto é gado de corte europeu e cruzamento industrial. "Também des¬tacamos o trabalho desempenhado pela j associação por meio do Corpo Técnico, i Conselho Técnico e demais setores que atuam na divulgação dos benefícios da j raça quando o assunto é genética e carne de qualidade." Mello ainda justifica o resultado à atuação de programas da Associação, como o Programa Carne Angus Certificada e os frigoríficos j parceiros Marfrig/RS, Frigorífico Silva e Angus da Gruta, no Rio Grande do Sul, e Marfrig/SP e VPJ Beef (VPJ Pecuária), no centro do País.

Porteira Afora
Se antes os produtores enfrentavam problemas sanitários decorrentes do mal uso do cruzamento, hoje eles estão cada vez mais atentos a informações técnicas e de gestão empresarial, como defende Roberto Barcellos, que acompanhou a profissionalização por qual passou o pecuarista desde a década de 90. Atualmente, as indústrias atuam promovendo o cruzamento profissional com bonificações. "Com a demanda de mercado importante, há programas de frigoríficos que pagam mais por animais com cruza Angus", frisou Barcellos. Prevendo essa expansão, o Grupo Marfrig dissemina desde 2007 o seu Programa Marfrig Fomento Pecuário, que envolve a integração dos pecuaristas que buscam animais preco¬ces e produtivos, com uso da genética Angus. Para aumentar e regularizar a oferta de animais cruza Angus são financiados programas de inseminação artificial onde o produtor recebe material genético e em troca apresenta o terneiro em idade para entrar em confinamento. A pecuarista Dilce Flumian Braga, que atua com cria em duas fazendas localizadas em Alto Taquari, em Mato Grosso, é uma delas.

Com 15 anos de experiência em inseminação artificial com "todas as raças", como salienta, optou pela Angus ao constatar precocidade das fêmeas para entrar na estação de monta. "As fêmeas Angus são usadas como matrizes aos 16 meses, pois com animais de outras raças não se consegue isso", afirmou. Como resultados do Vi sangue Angus em vacas Nelore tem obtido valores de R$ 3,78/kg/vivo (kg/ w) para terneiros de 230kg, conforme valor Cepea/Cuiabá. "Na média, meus animais chegam com 270 a 280kg no período da desmama. Alguns, porém, despontam até com 340 kg", pronunciou, ressaltando para a adaptação natural dos Vi sangue Angus às temperaturas elevadas da região e a boa resposta que obtêm ao irem, com dois meses, ao creep-feeding.

Barcellos observa, entretanto, que a pecuária de corte tem ainda algumas barreiras a serem desbravadas no Brasil Central. Entre elas, ilustra, a monta natural. "A monta natural é ainda um desafio, principalmente no Centro-Oeste por que o animal puro, lá, não tem capacidade de trabalho em áreas extensivas. O caminho é o uso da inseminação artificial com Angus em vacas Nelore", projetou. O professor Mário Arrigoni, da Unesp, não vê limitação a quem iniciar um projeto de cruzamento industrial no Centro-Oeste por inseminação artificial em tempo fixo (IATF). "Não temos nenhuma restrição em recomendar os animais Angus na vacada branca ou Nelore", pontuou. Dilce Flumian Braga, que além da cria também atua com engorda nas fazendas São João da Furna e Alvorada, em Mato Grosso, obtém taxas de prenhez de 85 a 89% somente via IATF.

Mercado promissor
Dentre todas essas vantagens encontradas no cruzamento industrial entre Angus e raças zebuínas, a busca da ABA é de atuar, cada vez mais, no fomento de seus programas como o Pro¬grama Carne Angus Certificada, criado em 2003 como uma aliança estratégica que envolve produtor, associação de criadores, indústria, varejo e serviço. Segundo o subgerente da entidade no Programa Carne Angus Certificada, o criador que participa conta com a valorização da produção em todas as etapas do processo produtivo. "No abate, as carcaças são inspecionadas e classificadas por técnicos da associação e dependendo das características de rastreabilidade, peso, idade e grau de acabamento alcançam bonificações que variam de 3 a 16%", informou Medeiros, ressaltando, neste ponto, que para obter estas bonificações não há nenhum custo ao produtor.

O criador que comercializa terneiros também tem sua produção valorizada pelo programa Terneiro Angus Certificado, que seleciona animais com as características raciais demandadas pelo Programa Carne Angus Certificada através de vendas em feiras comerciais. O criador interessado em atuar nesse mercado, segundo o executivo, deve produzir animais com o mínimo de 50% de sangue Angus nos cruzamentos com raças européias e 5/8 de sangue Angus no cruzamento com raças zebuínas, na região Sul. No Centro-Oeste e Sudeste são aceitos animais de cruzamento industrial (meio-sangue Angus/zebu), porém, até a idade limite de dois dentes.

Se a influência da raça Aberdeen Angus tem crescido sobremaneira no Brasil -números de abates controlados pela ABA indicam que aproximadamente 25% de todos os animais abatidos no Rio Grande do Sul sejam Angus ou cruza Angus -, as indústrias parceiras do programa de carnes da associação convivem com a escalada crescente da demanda pelo produto. No Frigorífico Silva, há espaço para aumentar em até 60% o número de abates mensais. O responsável pela compra de gado da indústria, Diogo Carvalho Soccal, informa que há capacidade para o número de abates/mês pular de l mil para 1,6 mil animais. No centro do país, a VPJ Pecuária, que opera no ramo de grifes de carnes nobres, tem demanda maior do que a oferta nas principais capitais do país em que atua (em redes de supermercados e restaurantes). A informação é do gerente geral da VPJ Beef, Antônio Augusto Rodrigues Miranda. No Marfrig, a mesma situação. O gerente de pecuária do Marfrig, Leonel Almeida, explica que o incentivo, via Programa Marfrig Fomento Pecuário, é justamente para regularizar a oferta da entrega desses animais. "É um campo amplo a ser trabalhado. Precisamos atuar na promoção da raça e sua genética, nutrição e manejo, pois, há um potencial de crescimento muito grande", afirma.

Consumidores cane angus
O diretor comercial do Frigorífico Silva, Gabriel Silva, reitera que os cortes Angus certificados atraem, contudo, clientes com atuação no ramo de butiques de carnes nobres e restaurantes de classe A. "Há um valor agregado e o produto é diferenciado. Tanto o revendedor quanto o consumidor final estão aptos a pagar mais por esta carne", assegurou Silva, que também apresenta a carne Angus certificada nas gôndolas das lojas da rede ZafFari - Bourbon, a exemplo de outro parceiro da ABA, o Marfrig/RS. A gaúcha radicada em Santa Catarina, Elisabeth Schreiner, é uma das clientes do Frigorífico Silva. Há sete anos com uma loja de carnes nobres em Florianópolis, Elisabeth revela o perfil da clientela.

"É um público de 25 a 35 anos, casado, de alto poder aquisitivo, e que hoje já entende sobre qualidade de carne e fica fiel depois que consome a carne Angus certificada", expõe a empresária. Médica veterinária de formação, Elisabeth conta que por ter trabalhado com grandes animais e com a raça Aberdeen Angus em confinamentos no Rio Grande do Sul, viu a necessidade de mostrar a qualidade da raça intrínseca à carne a oportunidade de  grande negócio. "Nos confinamento as raças européias se destacavam. Ao r a loja quis aliar a venda da carne à técnica e ao pós-venda, que é o preparo do churrasco", comentou. O negócio tem deslanchado tanto que depois da loja de carnes nobres abriu um restaurante que, atualmente, conta com cortes de carnes grelhadas.

Essa busca do consumidor levou a -soe Zaffari - Bourbon a ampliar o número de lojas com fornecimento de carne Conforme Fábio Medeiros, neste primeiro semestre de 2010 o programa de carnes da ABA teve um substancial incremento em sua rede de distribuição atingindo todas as lojas da rede Zaffari Brasil, além de grande número de pontos de venda como butiques e restaurantes. "Hoje, temos no mercado as marcas Zaffari Angus, Mercobeef Angus. Palatare Angus, Best Beef Angus, VPJ Prime Angus e Angus da Gruta", citou.

Melhoramento
Nessa linha de fomento pela qual passa a Angus, a ABA apóia a realização de provas de desempenho e de avaliação como, por exemplo, a do Centro de Performance (CP) CRV Lagoa, no Confinamento Savegnago, em São Paulo. Trinta tourinhos Angus de nove produtores do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais estão inscritos nesta edição, que tem o intuito de selecionar animais Angus adaptados ao Brasil Central. No Rio Grande do Sul, Prova de Avaliação a Campo de Reprodutores Angus firmada entre ABA e Embrapa Pecuária Sul (Bagé/ RS), que está ocorrendo, busca avaliar reprodutores em regime alimentar exclusivamente a pasto. Ainda neste segundo semestre, entre a programação voltada ao melhoramento genético estão acontecendo abates técnicos como o 1° Campeonato de Carcaças Angus - Frigorífico Silva, que objetiva verificar a constância de qualidade da carne certificada apresentada e está prevista a nova edição do Concurso de Carcaças Angus, realizado em parceria com o Marfrig,RS que é aberto aos interessados em conhecer como produzir carcaça de qualidade e o processo de certificação da carne Angus. O Teste de Progênie Angus 2010 também terá sua largada no período.

O Conselho Técnico (CT) da ABA também realiza pesquisas para implementar a adesão de criadores aos marcadores moleculares. Conforme a presidente do CT, Susana Macedo Salvador, os marcadores moleculares são uma realidade e uma ferramenta de seleção muito útil: "Estamos estudando a melhor forma de aplicar esta tecnologia que veio para ficar e que contribui para o melhoramento animal, principalmente quando associada a características que dispomos nas DEPs ou naquelas que não temos como avaliar no animal in vivo, como exemplo a maciez da carne", apontou. "A ABA atua para oferecer informações e acesso a esta tecnologia aos associados ainda em 2010", assegura Susana. No primeiro semestre deste ano, as associações brasileira e argentina da raça firmaram convênio técnico para aplicar avaliação de carcaças por ultrassom.

No confinamento, resultados acima da média
O convênio busca utilizar a experiência da Argentina no uso desta tecnologia e padronizar as avaliações realizadas no Brasil ao protocolo internacional, além de incorporar análises para características de marmoreio relacionadas à qualidade da carne. Conforme Susana, dentre os objetivos da parceria, está a padronização da avaliação de carcaças realizada no Brasil utilizando metodologia adotada pelas demais associações de Angus no mundo. "Estamos buscando ampliar o número de animais avaliados para oferecer ao mercado um maior número de reprodutores com dados de carcaça e qualidade de carne. Com isso, também atendemos às necessidades da cadeia produtiva como um todo", ressalta.

Marketing
De acordo com a gerente administrativa da ABA, Juliana Brunelli, a Associação está cada vez mais atenta a esse crescimento vertiginoso que a raça tem conquistado nos últimos anos e, com isso, está sempre implementando novas ações. "Estas ações partem do princípio de aperfeiçoamento da equipe e dos técnicos da Angus, que prestam um suporte eficiente aos criadores e interessados na raça em todo o Brasil. Através da formação de parcerias com empresas importantes do setor agropecuário também fomentamos a raça estabelecendo contato direto com associações e criadores em outros países, procurando sempre acompanhar o desenvolvimento da raça, no mundo."

Hoje, a ABA conta com um corpo técnico formado por 15 profissionais, 20 núcleos de criadores no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo e um quadro de quase 500 associados. Além disso, desenvolve seus julgamentos de"animais a campo e de argola, em exposições ranqueadas no país, como Avaré (SP), Londrina (PR), Uruguaiana (RS), Feicorte (SP) e Esteio (RS), e conta com uma exposição nacional exclusiva de animais a campo, itinerante (este ano ocorrerá em outubro, em Pelotas/ RS). A ABA atua, ainda, presencialmente nos leilões chancelados que totalizaram somente no ano passado 39 eventos.
"Temos uma responsabilidade muito grande por atuarmos com a Angus, que é reconhecida por ser uma raça forte. Ela tem contribuído cada vez mais para elevar o padrão da carne brasileira consumida, isso em termos de qualidade, e, também, o patamar de preços pagos, hoje, no mercado nacional", reforça o presidente da ABA. Para Joaquim Francisco Bordagorry de Assumpção Mello, o Rio Grande do Sul tem condições de se igualar a grandes países em remuneração recebida pelo valor pago pela carne, ao se tratar de produção de raça pura e no cruzamento com raças européias, e, fora do âmbito estadual, através do uso do sêmen Angus. "É preciso boa divulgação; atuação do governo federal, via Itamaraty; e evoluções sanitárias. Assim, teremos preços aos patamares de países que lideram este mercado no mundo como Uruguai, Argentina, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos", concluiu.

(Revista AG Do Criador/SP)

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