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Bovespa abre perto da estabilidade em dia de vencimento de opções.


Às 10h41 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,16%, aos 66.388,29 ponto0073
SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia próxima da estabilidade, sob a influência do vencimento dos contratos de opções, o que tende a elevar a volatilidade. Durante o dia, o mercado pode se descolar do exterior, onde as bolsas caem, com os investidores acompanhando a última semana da temporada de balanços referentes ao segundo trimestre do ano. Outro foco de atenção deve ser o setor aéreo, após o anúncio da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, na sexta-feira. Às 10h41 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,16%, aos 66.388,29 pontos.

A opção é um contrato que confere ao portador o direito de compra ou venda de um ativo a um preço predeterminado. O vencimento de opções é a data de validade desses contratos. A partir do dia seguinte, o detentor da opção não pode mais exercê-la. Por isso, no dia de vencimento das opções e nos dias imediatamente anteriores, o movimento da Bolsa pode sofrer distorções, com os investidores atuando de forma tal que os preços das ações se aproximem daqueles valores que mais os favorecem quando a opção for exercida.

Na última sexta-feira, minutos antes do término dos negócios da Bolsa, a TAM anunciou um acordo de fusão com a LAN, que resultará no fechamento de capital da companhia aérea brasileira. Os acionistas receberão BDRs (recibos de ações negociados no Brasil) da LAN, sendo que cada ação ordinária e preferencial da TAM será trocada por 0,90 BDR da companhia chilena. Segundo uma fonte, a relação de troca revela um potencial de alta ao redor de 20% para os papéis da TAM, após dispararem quase 30% naquele pregão. O presidente da TAM, Líbano Barroso, disse que o fechamento de capital da companhia será simultâneo à listagem da nova companhia, Latam, e deverá ocorrer entre seis e nove meses. Analistas também observam a reação da Gol ao movimento de consolidação no setor aéreo.

A semana promete ainda ser agitada pela safra de resultados financeiros. Hoje, o Banco do Brasil (BB) anunciou um aumento de 16,1% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, para R$ 2,725 bilhões, ante o mesmo mês do ano passado. O resultado ficou acima das expectativas dos analistas. No acumulado do primeiro semestre de 2010, o lucro  líquido foi de R$ 5,1 bilhões, alta de 26,5% ante o mesmo intervalo de 2009. Hoje, após o fechamento da Bovespa, estão previstas as divulgações dos demonstrativos trimestrais dos frigoríficos Marfrig e Minerva e da usina São Martinho.

Na sexta-feira, o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, manteve a estimativa de que a oferta de ações da companhia ocorra em setembro, o que foi reiterado hoje pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás reportou um lucro líquido de R$ 8,295 bilhões de abril a junho de 2010, alta de 1,65% em relação ao apurado em igual intervalo de 2009. O resultado ficou em linha com a média das projeções dos analistas.

O balanço trimestral da petrolífera mostrou, no entanto, que há uma pressão para que a capitalização ocorra dentro do prazo previsto, diante do aumento do índice de alavancagem líquida da estatal, que fechou em 34% no período - apenas um ponto porcentual abaixo do índice considerado ideal pela direção da empresa e por agências de classificação de risco.

No exterior, os mercados seguem retraídos em meio aos sinais de desaceleração econômica global. Hoje, o Japão anunciou um crescimento de apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) entre abril e junho de 2010, abaixo da previsão de alta de 2,3% no período. Foi o menor crescimento em três trimestres.

(Jornal O Estado de S. Paulo, Mercados)

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