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Empresas embargam gado da Amazônia


JBS, Marfrig e Minerva, os três maiores frigoríficos do Brasil, suspenderam no mês passado a compra de bois de 211 fazendas localizadas no bioma amazônico. Motivo: as propriedades estão dentro de terras indígenas e de unidades de conservação ou ficam nas proximidades de áreas recém-desmatadas nos estados do Pará, Rondônia, Acre e principalmente em Mato Grosso, que abriga o maior rebanho comercial do país. A decisão cumpre o compromisso firmado pelas empresas em outubro do ano passado com o Ministério Público Federal do Pará e de Mato Grosso e com o Greenpeace.

Os frigoríficos informam que, além das fazendas já embargadas, outras 1.787 estão sendo avaliadas para comprovar ou não se elas estão num raio de até dez quilômetros de áreas desmatadas ou protegidas por lei. De seu lado, os produtores contestaram a decisão. Segundo Luciano Vacari, presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso, existe o perigo de as empresas tornarem-se polícia e juiz e condenarem produtores inocentes, "Se eles suspenderem a relação com os proprietários julgados e condenados, tudo bem. Caso contrário, corre-se o risco de julgar sem provas das irregularidades."

Os frigoríficos consideram que ainda há muito a ser feito, Em Mato Grosso, menos de 5% das fazendas estão cadastradas no sistema de licenciamento ambiental do governo.

(Revista Globo Rural, Pacto Ambiental/SP)


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