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Coutinho afirma que não há concentração setorial


Para presidente do BNDES, os problemas dos frigoríficos não têm nada a ver com o banco.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, fez uma defesa da atuação da instituição na concessão de financiamentos. Recentemente, o banco foi alvo de críticas por ter concedido créditos a vários grupos empresariais, entre eles grandes frigoríficos. Um artigo da revista "The Economist", publicado nesta semana, mostra que duas empresas do ramo, a JBS e a Marfrig, receberam da instituição oficial R$ 18,5 bilhões.

Perguntado sobre as queixas de pequenos e médios frigoríficos, que dizem ter difícil acesso a financiamentos do banco, Coutinho comentou: "O setor passou por um ciclo de investimentos muito forte, criou capacidade ociosa muito alta e veio a crise internacional. Isso gerou problemas estruturais que não têm nada a ver com o BNDES. O banco ajudou quem tinha condições financeiras de maneira a minimizar os problemas do setor", afirmou. "Se o BNDES apoiasse empresas altamente fragilizadas, impedidas até de operar com banco, a instituição estaria fazendo o papel de hospital, o qual não faz." Coutinho ressaltou que os negócios que envolvem empresas processadoras de carne requerem biotecnologia genética, métodos de processos industriais extremamente rigorosos e "representam um negócio relevante para um pedaço do sistema empresarial brasileiro.

 De acordo com o presidente do BNDES, o total de desembolsos de recursos pela instituição em 2010 deve ficar próximo dos R$ 136,3 bilhões registrados em 2009.

(Portal DBO/SP)

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