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PMU assina protocolo para implantar frigorífico de pescados


Projeto para construção de frigorífico de pescados foi entregue ontem ao ministro de Pesca e Agricultura, Altemir Gregolin. Proposta inicial seria investimento de R$ 5 milhões na unidade, que poderia ser gerida pela Prefeitura ou cooperativa de piscicultores. Até então a PMU negociava com a Marfrig (antiga DaGranja) para a instalação de indústria de processamento na cidade, porém as conversas não avançaram.
Presente ao 1º Encontro de Piscicultura de Uberaba e região, o ministro ressaltou o potencial produtor do Triângulo Mineiro. No entanto, Gregolin considera que a falta de unidade para processamento de pescados é um dos principais entraves para desenvolver a cadeira produtiva. "Agora vamos analisar o projeto técnico [do frigorífico] e queremos ver se ainda este ano a gente consegue viabilizar os recursos para esta unidade. A prefeitura já tem terreno e a gestão é para ser discutida depois", revela.
A proposta entregue ao ministro está dentro do Centro Integrado de Pesca e Aquicultura (Cipaq), onde serão promovidas capacitação de pescadores e pesquisas voltadas para o setor, em parceria com o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTriângulo). A área reservada para o frigorífico, no Distrito Industrial 4, tem 10.000 metros quadrados.
A falta de linhas de crédito para o setor foi outra demanda dos produtores. Em resposta, o ministro garantiu que existem financiamentos, tanto para a produção familiar quanto para investir em infraestrutura. Segundo ele, o foco é desburocratizar o acesso ao dinheiro. Porém, Gregolin argumenta que muitos não conseguem recursos por não ter licença ambiental e autorização para desenvolver a atividade. Ele reforça que o ministério já está atuando para agilizar o licenciamento. "Por isso, estamos aqui para ouvir os entraves e resolvê-los, para transformar o Triângulo numa região produtora", declara.
Em paralelo, o ministro anuncia o primeiro passo para organizar a cadeia produtiva. Segundo ele, em breve serão realizadas a demarcação de lotes e entrega para início das atividades voltadas à piscicultura. Questionado sobre a logística para distribuir o pescado no mercado futuramente, Gregolin coloca que existem recursos destinados para a compra de caminhões frigoríficos para escoar o produto ou mesmo veículos refrigerados conhecidos como feira do peixe, que possibilitam ao pescador fazer a venda direta nos bairros.
Por outro lado, além do protocolo de intenções com o ministério, a PMU assinou termo com a Seara Alimentos. No documento, a empresa se comprometeu a dar suporte para difundir a produção local no mercado.

(Jornal da Manhã, Uberaba, 24.07.2010)

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