Menu Interno


Embargo de frigoríficos pode pressionar preços da arroba.


Frigoríficos alegam que a medida foi adotada por causa de pressões ambientais e comerciais.

A decisão anunciada ontem, 21, por três dos maiores frigoríficos do País, de que vão suspender as relações comerciais com cerca de 221 fornecedores de gado que atuam com alguma irregularidade, social ou ambiental, na Amazônia, foi considerada por analistas como uma tática para baixar o preço da arroba.

Segundo o Jornal Diário de Cuiabá, uma fonte ligada diretamente ao mercado do boi disse que a decisão de suspender fornecedores é muito "conveniente neste período do ano quando começa a entressafra e tradicionalmente a arroba se valoriza". Ainda segundo a fonte, os dois grupos detêm 80% do abate nacional.

"É uma estratégia para pressionar o mercado em favor deles, criar confusão e desestabilizar os preços".

Luciano Vacari, superintendente da Acrimat, Associação dos Criadores de Mato Grosso, afirmou que este tipo de posicionamento adotado pelos frigoríficos coloca toda a atividade na vala-comum. "Quem não está condenado legalmente não pode sofrer este tipo de sanção, mas o tratamento dado pela indústria é tal como se dá a bandidos".

Ocimar Villela, superintendente de Sustentabilidade do Marfrig, explica que as 170 propriedades suspensas, sendo 7 mato-grossenses não estão por definitivo extintas do rol de vendedores. Segundo Villela, a partir de agora, representantes do Marfrig vão percorrer as propriedades junto com entidades responsáveis pelo monitoramento e controle ambiental dos Estado para checar as irregularidades. Ocimar Villela diz que os proprietários serão informados da suspensão e que, se autorizado pelos mesmos, as fazendas serão vistoriadas. Villela confirma que a atitude do frigorífico foi em decorrência de pressões comerciais, principalmente estrangeira e de entidades que defendem a preservação ambiental. "Não fizemos isso em decorrência do TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, que assinamos com o Ministério Público Federal de Mato Grosso, até porque o TAC se refere ao Cadastro Rural (CAR). Fizemos isso para não sermos enquadrados em listas de empresas ambientalmente incorretas".

(Portal DBO-SP) 



Voltar