Menu Interno


Frigoríficos suspendem compra de gado no bioma amazônico.


A medida é parte da moratória da carne, acordo assinado em outubro do ano passado.
JBS/Bertin, Marfrig e Minerva anunciaram que deixaram de comprar bovinos de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas no bioma Amazônia.

De acordo com informações prestadas pelos três frigoríficos à ONG Greenpeace, além das propriedades embargadas há ainda outras 1.787 propriedades  que estão sendo averiguadas. Isso porque elas estão localizadas em um raio de até 10 quilômetros de áreas desmatadas ou protegidas por lei. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.

A ação é resultado do compromisso assinado, em outubro passado, pelos frigoríficos com o Greenpeace e o Ministério Público Federal do Pará e do Mato Grosso. A moratória da carne, previa o cadastro e mapeamento por satélite das fazendas e de seus fornecedores diretos.

"Desde a assinatura do acordo passamos a trabalhar mais fortemente em sustentabilidade. E fazemos isso porque a sociedade quer. Nós temos de nos adaptar à nova realidade", diz Marco Bortolon, presidente da Divisão de Carnes Mercosul do JBS, que abate cerca de 30 mil cabeças de boi por dia. Segundo Bortolon, 31 fazendas localizadas em áreas protegidas nos Estados de Rondônia, Acre, Pará e Mato Grosso, tiveram o fornecimento interrompido,o que representa um volume inexpressivo de carne para o JBS.

Em nota, a Marfrig Alimentos informou que suspendeu o fornecimento de gado de 170 fazendas pecuárias localizadas no bioma Amazônia a pelo menos 1 quilômetro de novos pontos de desmatamento. O grupo tem cinco unidades industriais na região - duas em Mato Grosso e três em Rondônia - e adquire cerca de 7% do gado criado no bioma.

JBS, Marfrig e Minerva responderam por 36% do abate na Amazônia em 2009, segundo o Greenpeace. "O restante vem de pequenos, médios e grandes frigoríficos que até agora não assumiram compromisso com o desmatamento zero e vendem seus produtos para o consumidor por meio de supermercados que não limparam suas prateleiras de passivos ambientais e sociais", diz a ONG.

 

(Portal DBO-SP)



Voltar