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Nova diretoria da Amur pede apoio à Sagri para desenvolver projetos


Eleita no último mês de maio, a nova diretoria da Associação das Mulheres Rurais de Uberaba e Região (Amur) esteve reunida com o titular da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagri), José Humberto Guimarães, durante esta semana, e solicitou o apoio da pasta para o desenvolvimento de ações da entidade.
De acordo com a presidente, Maria Rosa Penna Ratto, a Amur é uma entidade civil de direito privado, sem fins econômicos e conta hoje com cerca de 80 associadas atuantes. O objetivo da entidade é promover a mulher rural, através de ações integradas para o seu desenvolvimento econômico, social e cultural.
Durante a reunião a presidente Maria Rosa solicitou ao titular da Sagri apoio no sentido de auxiliar no planejamento e elaboração de ações visando envolver cada vez mais o universo de mulheres rurais de Uberaba e região.
"Temos certeza de que a Secretaria de Agricultura pode nos auxiliar, nos orientando na forma correta de promover ações que realmente são de interesse de toda a associação e, claro, ações que contribuem com o desenvolvimento do município, divulgando o nome da cidade através dos produtos confeccionados por nossas associadas", destaca a presidente.
Diante da diretoria, o secretário de Agricultura se comprometeu em auxiliar a entidade, ressaltando que como primeiro passo é necessário identificar entre o elenco as mulheres que trabalham na produção e processamento de determinados alimentos para posteriormente incluir o grupo no Programa de Compra da Agricultura Familiar.
"A minha opinião é a de que esse deverá ser o primeiro passo da nova diretoria no sentido de ampliar o número de mulheres rurais com aptidão para o trabalho de produção e agregação de valores na produção rural", explica Guimarães.
Lembrando que a Amur produz e comercializa produtos elaborados artesanalmente, valorizando a cultura e a história do meio rural de Uberaba e região, como doces, conservas, licores, artesanatos em geral, entre outros, Guimarães ressalta que é necessário uma mobilização junto às mulheres rurais para que a entidade seja cada vez mais forte e produtiva.

Brasil busca melhorar imagem agrícola perante a União Europeia

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, informou na terça-feira (13) às instituições da União Europeia (UE) sobre os esforços realizados pelo país, com o objetivo de melhorar a imagem dos produtos brasileiros perante a opinião pública europeia.
Rossi se reuniu com o presidente da comissão do comércio internacional do Parlamento Europeu, o socialista português Vital Moreira, e com o comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, em seu segundo dia de visita a Bruxelas, na Bélgica, acompanhado por empresários.
O ministro declarou, após sua reunião com Moreira, que percebe que há uma "visão muito atrasada sobre a agricultura brasileira". O Brasil é líder mundial na exportação agrícola e a Europa absorveu 46% desse comércio em 2009, apesar de há dois anos ter caído a venda de carne bovina ao bloco em 85%.
A diminuição das exportações foi motivada por restrições da UE, que tiveram início em 2008, impulsionadas por deputados britânicos e irlandeses. As limitações duraram pouco tempo, mas na prática danificaram o prestígio da carne do país.
A visita de Rossi a Bruxelas aconteceu às vésperas da cúpula que ocorreu ontem entre UE e Brasil, em Brasília, que abordou a reativação das negociações comerciais entre o bloco europeu e o Mercosul, entre outros assuntos.
O ministro também se reuniu esta semana com o comissário de Saúde europeu, John Dalli, para mostrar seu interesse em aumentar o acesso dos envios de carne do Brasil ao mercado europeu.

Supermaracujás criados pela Embrapa têm polpa farta e alta qualidade

Um maracujá grande, com muita polpa e qualidade pode ser o sonho de muito fruticultor. Para Lúcio da Silva, que produz no município de Sítio d'Abadia-GO, a 300 quilômetros de Brasília, essa já é uma realidade que tem rendido além das expectativas, com uma safra de frutos que pesam até 650 gramas e têm o tamanho de um melão.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, os frutos grandes são resultantes do potencial genético dos híbridos BRS Sol do Cerrado, BRS Gigante Amarelo e BRS Ouro Vermelho, e da adoção de boas práticas de manejo da cultura.
Desde 2008, esses materiais estão disponíveis e têm obtido bons resultados em plantações em todo o país, segundo a Embrapa. Para atender à grande demanda por sementes, foram implantadas unidades de produção no Distrito Federal, em Goiás, Pernambuco e Mato Grosso. As reservas de sementes são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia.
Em Sítio d'Abadia, Silva comemora a facilidade de vender o fruto, que além do peso tem alto rendimento de polpa com coloração alaranjada e boa qualidade fitossanitária. Em um mercado em franca expansão como é o do maracujá, ele comercializa tanto o fruto in natura, quanto polpas congeladas. A expectativa é expandir a plantação, que hoje é de um hectare, para outros quatro.
Manejo - Além do uso de sementes de materiais melhorados geneticamente, a correção do solo, a irrigação e o bom controle fitossanitário são essenciais ao sucesso do plantio. "A polinização manual é um dos segredos para garantir o vingamento das flores e a produção de frutos grandes com bom rendimento de polpa, sendo uma prática recomendada para o pequeno, médio e grande produtor", afirma o pesquisador da Embrapa Cerrados.
As reservas de sementes dos híbridos de maracujá são feitas na Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do telefone (19) 3749-8888, ou e-mail sac@campinas.snt.embrapa.br.

Estados Unidos mantêm veto às importações de carne do Brasil

As exportações de carne bovina processada para os Estados Unidos continuam suspensas. As autoridades sanitárias norte-americanas frustraram as expectativas do governo brasileiro e não concordaram em liberar os embarques provenientes de alguns frigoríficos.
Na semana passada, o Ministério da Agricultura divulgou que entre quatro e seis plantas seriam autorizadas a retomar os embarques a partir de segunda-feira (12). Fontes próximas às negociações disseram que os EUA preferiram aguardar que o plano de ação proposto pelo Brasil esteja funcionando, o que ainda pode demorar algumas semanas.
As exportações de carne bovina processada para os Estados Unidos estão suspensas desde o fim de maio, depois que as autoridades sanitárias norte-americanas encontraram vestígios acima do permitido de Ivermectina, um vermífugo usado na criação de bovinos.
Uma missão técnica brasileira esteve em Washington na quinta-feira e sexta-feira da semana passada, mas não teve sucesso em liberar os embarques. Foi a terceira missão que visitou o país com esse objetivo.
A recusa dos americanos causou estranheza porque o Brasil suspendeu voluntariamente as exportações. Em teoria, bastaria o governo brasileiro voltar a autorizar os embarques. Mas, na prática, os americanos precisam concordar, para evitar que os EUA vetem a entrada de carne brasileira.
Os frigoríficos Marfrig e Minerva estão pressionando o governo a liberar parcialmente as exportações para os EUA. As empresas dizem que não podem 'pagar pelos erros do concorrente'. Por enquanto, só foi detectada presença de vermífugo acima do limite em produtos do JBS Friboi.

Comissão de Agricultura da Câmara discute projeto de garantia de renda a agricultor

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realizou audiência pública na terça-feira (13) para discutir o Projeto de Lei 5.424/2009, de autoria do deputado Carlos Melles (DEM-MG), que propõe a instituição de subvenção econômica ao produtor, como forma de estimular o desenvolvimento sustentado da atividade rural.
A proposta é usar recursos públicos para liberar uma média de R$ 500 ao ano por produtor, garantindo, assim, uma espécie de renda mínima no setor agropecuário. Autor do pedido de realização da audiência, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) argumentou que, apesar de gerar receitas para o país, "o setor primário sofre com a falta de políticas de renda".
O objetivo da subvenção econômica é reduzir os efeitos dos riscos advindos da instabilidade do clima e de variações no câmbio, no crédito e no mercado como um todo.
O gerente de Mercado da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Evandro Ninaut, classificou o projeto como uma oportunidade de garantia de renda mínima a produtores rurais, mas, em sua avaliação, há formas mais eficientes de subsidiar a agricultura, como a instituição de seguros rurais, prêmios por produção e incentivos à regularidade florestal da propriedade.

(Jornal de Uberaba-MG)



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