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Veto dos EUA à carne do Brasil afeta as exportações nacionais


O preço da arroba do boi, no entanto, foi pouco influenciado pela medida, e deve continuar firme durante a entressafra

O volume de carne industrializada exportado em junho deste ano caiu 34% em relação a um ano antes, afetado pelo veto sanitário imposto em pelo governo americano à carne brasileira, segundo a Abiec.

As Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) estima que as exportações desse tipo atingiram apenas 23,8 mil toneladas no mês passado, gerando receita de US$ 38,8 milhões, cifra 32% menor que o alcançado em igual período de 2009.

No total de exportações de carne bovina, que inclui o produto in natura, a queda chegou a 2%. Os Estados Unidos são o maior importador de carne industrializada do Brasil.

Em 2010, as exportações de carne industrializada representaram 18,5% do total de carne exportada.

Em maio, os Estados Unidos haviam importado 3.460 toneladas de carne brasileira. No mês de junho, o ranking de importação foi liderado pelo Reino Unido, com 7.218 toneladas, o que é reflexo do veto imposto pelo governo americano.

No acumulado de janeiro a junho, os EUA continuam ainda sendo os maiores importadores, com uma receita de US$ 76,3 milhões, mesmo sem registrar nenhuma importação no último mês.

As exportações foram barradas por iniciativa do próprio governo brasileiro, quando foi detectado excesso do vermífugo Ivermectina em amostras de carne do frigorífico JBS.

Nos dias 8 e 9, o governo levou um plano de ação às autoridades americanas, tentando solucionar o caso, mas o veto continua. Foi a 3ª missão do governo aos Estados Unidos para tentar desbloquear as exportações.

Segundo o Ministério de Agricultura e Abastecimento, a próxima viagem deve ocorrer entre 15 a 20 dias.

Apesar do rechaço, o ministério afirmou que há disposição dos americanos em avançar com as negociações.

De acordo com a Abiec, o impacto foi sentido pelos exportadores, que tiveram que diminuir a produção de carne industrializada.

Algumas indústrias buscam soluções alternativas. É o caso da Marfrig, que passou a atender a demanda dos Estados Unidos a partir de suas unidades na Argentina e Uruguai.

Anteriormente, as exportações do frigorífico para os Estados Unidos representavam 0,7% das receitas da empresa no Brasil, com média mensal de 120 toneladas.

(Jornal Brasil Econômico)



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