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Pantanal suspende o abate de gado


Cuiabá - O frigorífico Pan¬tanal suspendeu temporaria¬mente o abate de gado nas suas três unidades localizadas em Mato Grosso. O proprietário do frigorífico Pantanal, Luiz Antô¬nio Freitas, disse, em entre¬vista ao jornal "A Gazeta", de Cuiabá, que a decisão foi tomada por inviabilidade de mercado e para evitar a falência da empresa.
Freitas, que também é presi¬dente do Sindicato das Indús¬trias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo), vinha se
 
esquivando da imprensa nas últimas semanas, evitando comentar rumores sobre possí¬veis negociações com o JBS Fri-boi.
Na entrevista ao jornal "A Gazeta", Luiz Antônio Freitas disse que todos os compromis¬sos serão honrados em dia e que nenhum fornecedor ou funcionário ficará sem receber. A unidade do Pantanal de Rondonópolis funcionou até a última sexta-feira; a de Várzea Grande encerra as atividades no dia 20; e a de Juara em 30
 
de julho. Ele negou as negocia¬ções com o JBS Friboi e afir¬mou que as unidades não foram e nem serão vendidas, arrendadas ou alugadas para outras empresas.
O diretor superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luci-ano Vacari, disse à Agência Estado que a paralisação do Pantanal acentua a concentra¬ção no setor e torna ainda mais difícil as negociações dos pecua¬ristas na venda do gado, uma vez que as três unidades aba-
 
tiam 1,5 miranimais poj dia. No Estado, há 13 unidades paralisadas, das 39 existentes.
Abate - Segundo Vacari, os grupos JBS Frigoi, Marfrig e Brasil Foods (Sadia/Perdigão) respondem por mais de 60% do abate de bovinos no Estado. Dos pequenos ainda resiste o Mata-boi, em Rondonópolis Outras duas empresas em recuperação judicial estão retomando o abate aos poucos, como o Qua¬tro Marcos, em Vila Rica, e ô Frialto, em Matupá e Sinop.
Vacari prevê problemas tanv-bém para os consumidores de Mato Grosso, por causa do pequeno número de empresas frigoríficas que sobraram nô_ Estado. Ele disse que a o cena? rio atual da crise financeira das pequenas empresas exige uma política pública, seja por parte do governo estadual ou federal, para preservar a concorrência? "Depois que o processo estiver consolidado será difícil rever¬ter, como é o caso do Indepen¬dência (em recuperação judi¬cial), que não consegue retomar as atividades", disse. (AE)

(Jornal Diário do Comércio)



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