Menu Interno


Brasil pode ampliar venda de carne à União Europeia


O Brasil ampliará o número de fazendas habilitadas para exportar carne bovina à União Europeia. Atualmente, há 1,8 mil unidades com permissão para a comercialização. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, está em Bruxelas, na Bélgica, para tentar ampliar o mercado europeu para a carne brasileira. Segundo ele, "houve entendimento positivo em relação ao credenciamento de fazendas brasileiras".

O ministro afirmou que o assunto foi acordado na esfera política e, a partir de agora, os detalhes sobre a ampliação serão acertados entre as equipes técnicas do Brasil e da Europa. Rossi disse que o sistema atual de rastreabilidade limitou o número de fazendas credenciadas, o que acaba interferindo no resultado das exportações para a Europa. "Hoje há 1,8 mil fazendas credenciadas. O número é pequeno e precisamos ampliá-lo rapidamente", avaliou.

Segundo Rossi, o Ministério da Agricultura poderá indicar fazendas que ainda não fazem parte do cadastro europeu. "Eles se propuseram a aceitar essas fazendas, ficando com o direito de inspecioná-las a qualquer momento", explicou. O ministro salientou também que, com a crise financeira internacional, caiu o consumo de carne no bloco e uma das consequências foi a diminuição da importação do Brasil. Ele contou ter mostrado aos anfitriões o desenvolvimento da produção agrícola brasileira. "A agricultura e pecuária do Brasil sofreram aumento de qualidade e nos colocaram na vanguarda da agricultura no mundo."

A Comunidade Europeia dará abertura para o Brasil indicar um número maior de fazendas credenciadas a exportar carne para o mercado europeu. Caberá aos membros do bloco a decisão de selecioná-las. "Com essa sistematização, os técnicos europeus terão o direito de inspecionar, a qualquer tempo, as fazendas escolhidas, o que é muito correto", enfatizou o ministro Rossi, que também garantiu aos europeus que os frigoríficos que vendem carne para a UE se comprometeram a não comercializar nenhum boi de áreas de florestas.
EUA veta exportações do País

As exportações de carne bovina processada para os Estados Unidos continuam suspensas. As autoridades sanitárias americanas frustraram as expectativas do governo brasileiro e não concordaram em liberar os embarques provenientes de alguns frigoríficos. Na semana passada, o Ministério da Agricultura divulgou que entre quatro e seis plantas seriam autorizadas a retomar os embarques.

Fontes próximas às negociações disseram que os EUA preferiram aguardar que o plano de ação proposto pelo Brasil esteja funcionando, o que ainda pode demorar algumas semanas. As exportações de carne bovina processada para os Estados Unidos estão suspensas desde o fim de maio, depois que as autoridades sanitárias americanas encontraram vestígios acima do permitido de Ivermectina, um vermífugo usado na criação de bovinos. Uma missão técnica brasileira esteve em Washington na quinta-feira e sexta-feira da semana passada, mas não teve sucesso em liberar os embarques. Foi a terceira missão que visitou o país com esse objetivo. A recusa dos americanos causou estranheza porque o Brasil suspendeu voluntariamente as exportações. Em teoria, bastaria o governo brasileiro voltar a autorizar os embarques. Mas, na prática, os americanos precisam concordar para evitar que os EUA vetem a entrada de carne brasileira.

Os frigoríficos Marfrig e Minerva estão pressionando o governo a liberar parcialmente as exportações para os EUA. As empresas dizem que não podem "pagar pelos erros do concorrente". Por enquanto, só foi detectada presença de vermífugo acima do limite em produtos do JBS.

 

(Jornal do Comércio)



Voltar