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Mais um frigorífico para abates


O frigorífico Pantanal suspendeu temporariamente o abate de gado nas suas três unidades localizadas em Mato Grosso. O proprietário do frigorífico Pantanal, Luiz Antônio Freitas, disse, que a decisão foi tomada por inviabilidade de mercado e para evitar a falência da empresa. Freitas, presidente também o Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo). , vinha se esquivando da imprensa nas últimas semanas, evitando comentar rumores sobre possíveis negociações com o JBS Friboi.

O diretor superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, disse à Agência Estado que a paralisação do Pantanal acentua a concentração no setor e torna ainda mais difícil as negociações dos pecuaristas na venda do gado, uma vez que as três unidades abatiam 1,5 mil animais por dia. No Estado, há 13 unidades paralisadas, das 39 que estão habilitadas com o Selo de Inspeção Federal (SIF), que permite comercializar com outros estados e países.

Segundo Vacari, os grupos JBS Frigoi, Marfrig e Brasil Foods (Sadia/Perdigão) respondem por mais de 60% do abate de bovinos no Estado. Dos pequenos ainda resiste o Mataboi, em Rondonópolis. Outras duas empresas em recuperação judicial estão retomando o abate aos poucos, como o Quatro Marcos, em Vila Rica, e o Frialto, em Matupá e Sinop.

Vacari prevê problemas também para os consumidores de Mato Grosso, por causa do pequeno número de empresas frigoríficas que sobraram no Estado. Ele disse que com o cenário atual da crise financeira das pequenas empresas exige uma política pública, seja por parte do governo estadual ou federal, para preservar a concorrência. "Depois que o processo estiver consolidado será difícil reverter, como é o caso do Independência (em recuperação judicial), que não consegue retomar as atividades", diz ele.

(Portal Diário de Cuiaba)



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