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Comércio Exterior: Frustrada retomada de exportações para os EUA.


Na semana passada, uma missão técnica brasileira que viajou para Washington, EUA, para apresentar às autoridades americanas um plano de ação das empresas brasileiras, não conseguiu a retomada imediata dos embarques da carne processada brasileira, como havia previsto. A expectativa do Ministério da Agricultura era de que entre quatro e seis plantas fossem autorizadas a retomar os embarques a partir de ontem. Mas os técnicos americanos preferiram aguardar que o plano de ação proposto pelo Brasil esteja funcionando, o que ainda pode demorar algumas semanas.

A recusa dos americanos causou estranheza porque o Brasil suspendeu voluntariamente as exportações. Em teoria, bastaria o governo brasileiro voltar a autorizar os embarques. Mas, na prática, os americanos precisam concordar para evitar que os EUA vetem a entrada de carne brasileira.

As exportações de carne bovina processada para os EUA estão suspensas desde o fim de maio, depois que as autoridades sanitárias americanas encontraram vestígios acima do permitido de Ivermectina em lotes de carne processada do JBS. Os frigoríficos Marfrig e Minerva alegam que estão não podem pagar pelos erros do concorrente e pressionam o governo a liberar parcialmente as exportações para os EUA.

Mas o Grupo JBS e o governo alegam que o problema é "sistêmico" já que os pecuaristas vendem seus animais para diferentes frigoríficos. Na semana passada, em entrevista ao Jornal O Estado de S. Paulo, Nelmon Oliveira, diretor do Dipoa, Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal, responsabilizou os pecuaristas, afirmando que eles não estão respeitando o prazo de carência do medicamento antes de enviar o animal para o abate.

(Portal DBO - O Portal de Negócios da Pecuária)



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