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Santander, Hypermarcas e Marfrig, perto do Índice


Marfrig, Hypermarcas e Santander Brasil são sérias candidatas a entrar no Ibovespa na próxima revisão da carteira teórica, que valerá para os últimos quatro meses do ano, segundo estimativas do Santander. Se as projeções se confirmarem, essas ações devem sofrer pressão de compra pelos fundos indexados ao Ibovespa, que reuniam R$ 20,2 bilhões em junho, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Pelos cálculos do Santander, Marfrig e Hypermarcas devem entrar com um peso de 0,71%, o que resulta em um volume potencial de compra de R$ 142,5 milhões para a primeira e de outros R$ 142,9 milhões para a segunda. Para as ações próprias, o banco não fez projeções.

O Santander trabalha com o aumento de peso para três setores. Para quem achava o índice concentrado em mineração e petróleo, pode esperar um peso ainda maior desses setores. A maior variação deve ser registrada por mineração, ao passar dos atuais 13,84% para 15,84%. Nesse grupo, a estimativa é de que a fatia das ações preferenciais (PN, sem voto) classe A da Vale tenha um aumento de 1,53%, para 10,97%.

O setor de petróleo e gás deve subir de 16,87% para 18,46%, puxado por OGX Petróleo, com aumento estimado de 1,38%, para 4,17%. Petrobras PN, por s ua vez, deve se manter com um fatia de 9,6% no índice.

Por último, a fatia do varejo deve aumentar em 0,29%, para 5,22%, justamente pela entrada de Hypermarcas. Para todos os demais setores, a estimativa do Santander é de redução do peso, com maior impacto para energia e saneamento. A participação do setor deve cair de 7,50% para 6,26%, puxada pela redução de 0,32% de Cemig, para 1,12%.

Além de Vale e OGX, o Santander espera aumento de peso no índice de Banco do Brasil (+0,46%), PDG Realty (+0,34%) e Brasil Ecodiesel (+0,29). Todas essas empresas também devem sofrer pressão de compra dos fundos. Entre os destaques, o banco estima um volume potencial adicional de compra de R$ 309,8 milhões para Vale e R$ 278,5 milhões para OGX.

Na contramão, devem perder participação, além de Cemig, BM&FBovespa (-0,72%), Brasil Foods (-0,68%), Bradesco (-0,52%) e Itaúsa (-0,33%). Para essas empresas, o Santander espera pressão de venda, principalmente para BM&FBovespa, de R$ 144,5 milhões, Brasil Foods (R$ 138,3 milhões) e Bradesco (R$ 105,4 milhões).

Ontem, o Ibovespa começou o dia em alta, mas, na segunda metade do pregão, virou, com os investidores embolsando lucros dos últimos dias. No fechamento, o Ibovespa caiu 0,81%, para 62.960 pontos. A maior pressão veio das "blue chips". Vale e siderúrgicas foram destaque de queda, refletindo dados ruins da China.

Segundo Marcos Assumpção, da Itaú, os estoques de minério de ferro na China aumentaram 3% na comparação semanal, o que mostra um enfraquecimento da demanda, com impacto sobre os preços. Também, em relação a maio, as exportações subiram 15% e as importações recuaram 9%. Resultado: o preço do minério à vista bateu a mínima desde dezembro: US$ 119 a tonelada.

Na visão do gestor de renda variável da Modal Asset, Eduardo Roche, apesar de atrativa, Vale, que recuou 1,74% ontem, deve seguir pressionada pelas incertezas quanto à desaceleração da China e à recuperação global. "As commodities estão em xeque."

(Jornal Valor Econômico)



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