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Itaú ultrapassa Goldman Sachs em captações externas


local desde que a Bloomberg começou a acompanhar os dados em 1999.

O Itaú, sediado em São Paulo, participou de US$ 4,8 bilhões em captações este ano, ficando atrás somente do HSBC Holdings, Banco Santander e JPMorgan Chase & Co.

Quatro bancos brasileiros estão entre os 10 principais coordenadores, o maior número desde 1999. Eles se beneficiam do aumento nas captações externas, que este ano dobraram para US$ 16,9 bilhões, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Bancos brasileiros tiveram desempenho melhor durante a crise financeira do que os estrangeiros, e nenhum deles apareceu numa lista compilada pela Bloomberg das instituições globais que tiveram os maiores prejuízos.

"Os bancos brasileiros ganharam espaço quando os outros estavam se concentrando em seus problemas internacionais", afirmou Ceres Lisboa, analista de bancos da Moody's Investors Service em São Paulo. Eles "preencheram o espaço."

O Banco do Brasil subiu da 11ª posição entre coordenadores de dívida externa em 2009 para a sétima. O Banco Bradesco, segundo maior do país por valor de mercado, subiu da 13ª para oitava posição e o Banco Votorantim é o 10º colocado depois de não ter coordenado nenhuma transação em 2009.

Queda do Citigroup

A presença dos bancos brasileiros nas captações externas "ganhou velocidade durante e depois da crise porque alguns dos bancos estrangeiros reduziram substancialmente sua capacidade", declarou Alberto Kiraly, diretor de banco de investimento do Banco Votorantim em São Paulo.

Os bancos brasileiros "fizeram progresso importante", disse ele.

O Citigroup, banco sediado em Nova York que registrou mais de US$ 100 bilhões em perdas com crédito e baixas contábeis relativas à crise das hipotecas de segunda linha nos Estados Unidos, despencou do quarto lugar em 2009 para o 11º.

O Goldman Sachs, também de Nova York, que divulgou perdas e baixas de US$ 9,1 bilhões, caiu da sexta para a nona posição. O Credit Suisse, o banco sediado em Zurique que deu baixas contábeis de US$ 20,4 bilhões, caiu do terceiro lugar em 2007 para o 10º lugar em 2009 e para a 22ª posição no último levantamento.

Marfrig e Brasil Foods

"O Brasil é um mercado prioritário para o Citigroup", afirmou Alex Samuelson, um porta-voz do banco em Nova York.

Uma porta-voz do Credit Suisse em Nova York se recusou a fazer comentários para esta reportagem.

O porta-voz Michael Duvally não respondeu imediatamente a e-mails solicitando comentários.

Alexandre Aoude, chefe global de renda fixa do Itaú em São Paulo, disse que não vai ser fácil para os bancos estrangeiros voltarem ao mercado como era no passado.

As nove transações do Itaú este ano incluíram uma oferta de US$ 500 milhões da Marfrig Alimentos, quarto maior frigorífico do mundo, e uma venda de US$ 750 milhões pela BRF Brasil Foods, a maior empresa de alimentos do país.

"Antes era fácil para eles sairem e voltarem depois", disse Aoude numa entrevista em 19 de maio em Nova York. "Eles não tinham nenhum tipo de concorrência local. Hoje em dia, cada vez que fazem isso, nós pegamos mais fatia de mercado."

(Portal Brasil Econômico)



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