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Patrocinadores da CBF tiram time de campo.


Fabio Suzuki
fsuzuki@brasileconomico.com.br
A insatisfação pelo desempenho da seleção brasileira a Copa do Mundo na África do sul atingiu não só os torcedores como também os dez patrocinadores da CBF no troneio. Das 13h da última sexta-feira, 2, ás 8h de ontem, o número de inserções publicitárias dos parceiros oficiais da equipe canarinho caiu 48,3% em relação ao mesmo período do final de semana anterior. O dado é da Controle da Concorrência, empresa de auditoria da programação televisiva que fornece dados para o mercado publicitário.

"É natural já ter um planejamento com filmes A, B e até C para o caso do time ser campeão. Quem tem verba faz isso e quem não tem recolhe o comercial. Ninguém vai querer rasgar dinheiro", afirma Fábio Wajngarten, diretor da Controle da Concorrência.

No final de semana anterior á queda do Brasil na Copa, foram 275 inserções no período avaliado, sendo 85 filmes de 190 vinhetas. Já no final de semana após derrota para a Holanda, o número total caiu para 142 anúncios, sendo 51 comerciais e 91 patrocínios.

Entre os parceiros da CBF, a Brahma foi a  única a veicular anúncios na TV após a eliminação do Brasil na Copa, com um comercial que foi veiculado quatro vezes. Patrocinadora oficial da Fifa, a Coca-Cola teve um filme veiculado 16 vezes no período.

Números de inserções publicitárias dos parceiros da seleção caiu de 275 no final de semana anterior ao jogo contra Holanda para 142 comerciais nos dias posteriores à eliminação.

A iniciativa de outros patrocinadores também merece destaque. A Volkswagen não veiculou nenhum filme após a queda da seleção brasileira e a Seara que, até então assinava seus comerciais com "Água na boca e orgulho no peito" deixou apenas a primeira parte da frase nas inserções durante o último final de semana. 

(Jornal Brasil Econômico)

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