Menu Interno


Inspeção em frigorífico em Caxias dura mais de sete horas


Rigor europeu nas primeiras unidades produtoras de aves para exportação no Rio Grande do Sul. Os inspetores da União Europeia que visitaram ontem as primeiras unidades produtoras de aves para exportação no Rio Grande do Sul consideraram "transparente e positivo" o sistema oficial de defesa sanitária no Estado. O rigor deu o tom da visita: na sede do frigorífico Mabella, em Caxias do Sul, a auditoria na linha de abate de perus e na documentação de licenciamento sanitário da empresa durou mais de sete horas. Mesmo debaixo de chuva forte, os dois técnicos europeus inspecionaram, pela manhã, uma granja de desenvolvimento de perus na localidade de Forqueta, distrito de Caxias do Sul. O foco dos auditores - um lituano e outro eslovaco - é avaliar o sistema oficial de defesa sanitária e de inspeção mantidos pelo Ministério da Agricultura para as plantas exportadoras. Na granja, os peritos tiveram acesso à documentação do estabelecimento e verificaram as condições de desenvolvimento das aves nos dois galpões mantidos pelo criador. Segundo relato de um técnico do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, que acompanha a missão, a opinião dos europeus foi positiva. Além dos documentos, a missão checou as condições do serviço veterinário prestado ao criador pelo frigorífico Mabella, vinculado ao grupo Marfrig/Seara. De acordo com a informação do técnico que acompanhou o grupo, os documentos e as condições sanitárias estavam "dentro das normas". - Por se tratar de saúde pública, eles são muito rigorosos. Mas encontraram condições bastante adequadas no Estado - disse. Os inspetores também auditaram as condições técnicas da inspetoria veterinária do Ministério da Agricultura em Caxias do Sul e, à tarde, desembarcaram na planta industrial do frigorífico Mabella para checar as condições sanitárias do abate. O frigorífico, que processa cerca de 30 mil perus por dia, é um dos nove exportadores gaúchos para a União Europeia, que ano passado vendeu cerca de US$ 200 milhões ao bloco comercial entre aves in natura e cortes especiais. (Portal Pioneiro, RS, 09/02/2011)

Voltar