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Estado testa projeto de proteção sanitária


Proposta de modelo internacional é criar unidades independentes dentro de uma mesma região. Santa Catarina faz parte da implantação de um projeto pioneiro de sanidade animal na área de avicultura. A unidade frigorífica da Seara Alimentos de Itapiranga é uma das áreas escolhidas para testes do projeto de compartimentalização da produção.

Ontem, dois técnicos da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estiveram em São Miguel do Oeste e Itapiranga prestando uma consultoria. Técnicos das agroindústrias, do Ministério da Agricultura, da União Brasileira de Avicultura (Ubabef) e da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) participaram do encontro.

O presidente da Comissão do Código de Animais Terrestres da OIE, Alejandro Thiermann, diz que a proposta da organização é criar unidades produtivas isoladas com segurança sanitária. Ele explica que isso evitaria bloquear todas as exportações do país em caso de um surto de gripe aviária, como ocorreu na Tailândia.
- Lá toda a indústria ficou paralisada, gerando bilhões em prejuízo.

Isso no Brasil também seria catastrófico. O país exportou R$ 6,8 bilhões em carne de frango no ano passado. SC é o líder nos embarques, com 26,7% das 3,8 milhões de toneladas vendidas para o exterior. Com a compartimentalização, poderia ter um caso de gripe aviária no Sul de SC e Itapiranga continuaria exportando.
- É como se fosse um seguro para as indústrias - explica o diretor de produção e técnico científico da Ubabef, Ariel Antonio Mendes.

Ele afirma que a meta é implantar o projeto nas quatro unidades piloto até o final do ano. Mendes destaca que a indústria já adota algumas práticas exigidas, como os aviários cercados e com tela antipassarinho.

Depois de implantado, a OIE volta a visitar o local e faz um relatório. Caso seja aprovada pela OIE e pelo Ministério da Agricultura, a compartimentalização recebe um certificado de ambos. A expectativa é que a certificação ocorra em 2012. O passo seguinte é as empresas habilitadas negociarem com os compradores. Ariel Mendes acredita que a produção compartimentalizada será um diferencial da qualidade sanitária que trará vantagens na negociação.

Posteriormente, a entidade vai incentivar a adesão de outras indústrias ao programa. A Ubabef projeta para 2011 um crescimento de 3 a 5% na produção e na exportação. A meta do Brasil é ampliar as vendas para a China e ingressar na Indonésia. O Brasil responde por 41% das vendas internacionais de frango. No mercado interno, o consumo está em alta, passando de 38 quilos per capita/ano, em 2009, para 44 quilos em 2010.

(Portal Diário Catarinense / Revista Rural, 22/01/2011)

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