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CBF renova com patrocinador até 2026


Num ano em que o futebol brasileiro fracassou na Copa disputada na África do Sul, a CBF demonstrou habilidade no mundo dos negócios e conseguiu aumentar o orçamento com a renegociação de alguns contratos.

Com os reajustes, a CBF passará a receber aproximadamente R$ 250 milhões por ano de suas dez patrocinadoras - Nike, Vivo, Itaú, Seara e Ambev, que compõem o primeiro escalão, e ainda da Gillette, Volkswagem, Nestlé, TAM e Hipermercado Extra, único cujo contrato ainda está em fase de renovação.

Ontem, a entidade e a Seara, indústria de alimentos, anunciaram um incremento na parceria iniciada em março. O acordo ampliou para 2026 o contrato que seria até 2014 e estabeleceu novos valores. A cota de patrocínio da Seara subiu de R$ 10,7 milhões anuais para cerca de R$ 33,3 milhões.

Presidente da CBF, Ricardo Teixeira exaltou o longo vínculo da Seara com a seleção. "Quero ressaltar a decisão do presidente da MARFRIG, Marcos Molina, em assinar um contrato que terá a duração de quatro Copas do Mundo e, com isso, ganhando uma abrangência global", declarou o dirigente, durante entrevista coletiva, que também contou com a presença de diretores da empresa e do atacante Robinho, garoto-propaganda da nova camisa de treino da seleção.

Em troca pelo novo acordo firmado, a Seara poderá expor sua marca na parte de trás das camisas de treinos de todas as categorias de seleções vinculadas à CBF. O espaço era reservado à Ambev, que também refez seu contrato com a entidade.

A companhia de bebidas vai manter a propaganda apenas na parte da frente das camisas e ainda assim pagará um pouco mais à confederação.

ROBINHO - Para divulgar a nova relação com a CBF, a Seara realizou evento num restaurante da zona sul do Rio. Entre os convidados se destacava o atacante Robinho, do Milan. Saudado por frequentadores e funcionários do local, ele vestiu a camisa de treinos da seleção e prometeu um ano de 2011 mais proveitoso para a seleção.

Ele disse que o amistoso com a França, em fevereiro, e a Copa América, em julho, serão testes importantes para a seleção comandada por Mano Menezes. Previu dificuldades principalmente no jogo que será realizado em Paris. "Não tem essa de amistoso quando Brasil e França se enfrentam."

Sempre bem humorado, Robinho posou para fotos e depois negou que estaria negociando sua volta para algum clube do Brasil. "Estou muito bem no Milan, que iniciou a temporada com toda a força", ressaltou.

(Jornal do Commercio _ PE 24.12.2010) - Todo Dia (SP) 24.12.2010 - Gazeta Do Sul (SC) - A Cidade SP - Correio do Povo RS)



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