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Cade aprova compra da Aracruz Celulose pela VCP.


O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou ontem, negociações envolvendo três empresas que atuam em Mato Grosso do Sul. Duas negociações envolvem frigoríficos e a outra a Fibria, dona de uma fábrica de celulose em Três Lagoas.

Por unanimidade, foi aprovada a compra da Aracruz Celulose pela VCP (Votorantim Celulose e Papel). As empresas se fundiram em setembro do ano passado, quando foi criada a Fibria.

O negócio foi firmado em agosto de 2008, com a aquisição pela VCP de 28% no capital votante da Aracruz e de seu controle compartilhado com os grupos Safra e Lorentzen. Em outubro do mesmo ano, as empresas optaram por adiar o negócio em função da drástica mudança no cenário econômico, por causa da crise financeira internacional.

Em janeiro do ano passado, o Grupo Votorantim concretizou a negociação dos 28% do capital votante da Aracruz e em março o Grupo Safra vendeu suas ações e o Grupo Votorantim passou a deter o controle, com 84,09% da Aracruz.

Frigoríficos
Na sessão de hoje, os conselheiros do Cade também aprovaram por unanimidade e sem restrições duas operações envolvendo frigoríficos, o Marfrig e o JBS. Uma das operações aprovadas foi a da Marfrig e a outra, da JBS, ambos com atuação no Estado.

Um dos negócios que recebeu o aval do Cade na sessão de hoje contempla o arrendamento, por parte da Marfrig, de seis unidades de abate de bovinos da Magna Administração e Participações. As unidades estão em Paranaíba (MS), Rio Verde (GO), Rolin de Moura (RO), Ariquemes (RO), Mãe do Rio (PA) e Paranavaí (PR).

Os protocolos de intenção dessa operação da Marfrig foram fechados em setembro passado. A efetivação do negócio está sujeita à homologação do plano de recuperação judicial, bem como dos contratos definitivos, o que inclui o contrato de cessão de uso da marca "Bom Charque".

O outro processo aprovado refere-se à constituição de uma joint venture entre o JBS e a Link Snacks para a produção de alimentos à base de carne bovina. Cada uma das partes terá 50% na participação da holding, que seguirá as leis do Estado de Delaware, nos Estados Unidos. Essa holding controlará uma empresa operacional que será criada no Brasil. Caberá à JBS fornecer insumos à nova companhia, além de estrutura e equipamentos. Todo o produto será vendido exclusivamente para a Link Snacks.

(Jornal Dia a Dia, MS)



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