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Cade aprova compra da Aracruz Celulose pela Votorantim.


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, 24, por unanimidade, a compra da Aracruz Celulose pela Votorantim Celulose e Papel (VCP). A Aracruz produz e comercializa celulose de fibra curta branqueada, usada na fabricação de papéis de imprimir e escrever, sanitários e especiais. A celulose é o principal insumo na produção de vários tipos de papéis ofertados pela VCP. Em setembro de 2009, foi criada a Fibria, empresa resultante da fusão das companhias, com a intenção de obter ganhos de escala.

No negócio, firmado em agosto de 2008, foi prevista a aquisição de participação de 28% pela Votorantim no capital votante da Aracruz e de seu controle compartilhado com os grupos Safra e Lorentzen. Em outubro do mesmo ano, as empresas optaram por adiar o negócio em função da drástica mudança no cenário econômico, por conta da crise financeira internacional. Em janeiro do ano passado, o Grupo Votorantim adquiriu ações ordinárias da Arapar e São Teófilo, representando 28% do capital votante da Aracruz. Em março, o Grupo Safra vendeu suas ações e o Grupo Votorantim passou a deter o controle do capital votante, com 84,09% da Aracruz.

Frigoríficos
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou hoje em bloco - por unanimidade e sem restrições - duas operações envolvendo frigoríficos. Uma das operações aprovadas foi a da Marfrig e a outra, da JBS.

Um dos negócios que recebeu o aval do Cade na sessão de hoje contempla o arrendamento, por parte da Marfrig, de seis unidades de abate de bovinos da Magna Administração e Participações em atividades de desossa de carcaças, produção e embalagem de abate de bovinos, de cortes especiais e de embutidos e industrialização de subprodutos de origem animal. As unidades estão situadas em Rio Verde (GO), Paranaíba (MS), Rolin de Moura (RO), Ariquemes (RO), Mãe do Rio (PA) e Paranavaí (PR).

Os protocolos de intenção dessa operação da Marfrig foram fechados em setembro. A efetivação do negócio está sujeita à homologação do plano de recuperação judicial, bem como dos contratos definitivos, o que inclui o contrato de cessão de uso da marca "Bom Charque".

O outro processo aprovado refere-se à constituição de uma joint venture entre o JBS e a Link Snacks para a produção de alimentos à base de carne bovina. Cada uma das partes terá 50% na participação da holding, que seguirá as leis do Estado de Delaware, nos Estados Unidos. Essa holding controlará uma empresa operacional que será criada no Brasil. Caberá à JBS fornecer insumos à nova companhia, além de estrutura e equipamentos. Todo o produto será vendido exclusivamente para a Link Snacks.

(Portal O Estado de S. Paulo / Economia)


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