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Trabalhadores das agroindústrias rejeitam proposta, Tramonto em estado de greve.


A maioria dos trabalhadores das agroindústrias da região, Agrovêneto, Seara e Tramonto rejeitaram nas Assembleias em votação secreta realizada esta semana (03,04 e 05) as propostas oferecidas pelos Sindicatos Patronais. O setor abrange cerca de 4 mil profissionais. Os funcionários da Tramonto Alimentos, de Morro Grande, estão desde sexta-feira (05) em estado de greve. Eles rejeitaram o reajuste de 6,18% em todos os salários - INPC e 1,5% ganho real e licença- maternidade de 165 dias, atualmente é 150 dias. Uma nova proposta da empresa foi entregue a direção do sindicato ainda na sexta-feira: o índice passou para 8,5%, 180 dias de licença-maternidade, seis pausas de sete minutos e 36 horas para levar o filho ao médico até 14 anos - atualmente são 30 horas até 10 anos. Uma nova Assembleia acontece na segunda-feira (08) a partir das 11h, nas trocas de turnos para votação e pode ser novamente rejeitada. "São muitas questões a serem resolvidas na empresa e os trabalhadores querem essas melhorias", explica Célio Elias, Secretário-Geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Criciúma e região.

Seara Alimentos-Marfrig de Forquilhinha - Não aceitaram o índice de 6,68% de reajuste em todos os salários - INPC mais 2% ganho real, cesta básica de R$ 43,73 atualmente é R$ 41,00 em dinheiro mensalmente na folha de pagamento. Uma nova reunião foi agendada na terça-feira, (09), às 14h, em Florianópolis.

Agrovêneto de Nova Veneza - Proposta de 6,5% entre inflação e ganho real e valor de R$ 576,00 de participação nos lucros parcelados em duas vezes, também não foram aceitas. Uma nova reunião com a empresa será realizada dia 08, às 19h em Nova Veneza. Os trabalhadores reivindicam 8% de aumento, sendo 4,68% do INPC. Além do índice, querem redução da jornada de trabalho, pausa a cada 50 minutos trabalhados, licença-maternidade de 180 dias, vale transporte gratuito, abono de mil reais, café matinal, proibição de horas extras entre outros itens. Segundo o presidente do Sindicato, Renaldo Pereira, este percentual está muito abaixo das necessidades dos funcionários e uma paralisação geral pode acontecer nos próximos dias. "A categoria está com bastante força para lutar por conquistas que ampliem a qualidade de vida de todos os trabalhadores" avalia. A data-base é 1º de outubro.

(Portal Veneza)

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