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Indústria de aves da Rússia tenta reverter decisão polêmica


Segundo o jornal econômico russo Ros Business Consulting (RBC), a indústria processadora de carnes avícolas da Rússia entrou em polvorosa ao descobrir que o inspetor-chefe da inspeção no país, Gennady Onishchenko, decidiu proibir a utilização de carne congelada na fabricação de industrializados de aves (vide "Nova exigência russa pode afetar também o frango brasileiro"). O setor está elaborando apelação ao governo central de Moscou pedindo que a decisão seja anulada.

Curiosamente, essa não é uma decisão nova, tem, já, mais de dois anos de vida. Pois foi em 2008 que o Rospotrebnadzor baixou resolução proibindo a utilização, na indústrialização, de carnes avícolas congeladas. Primeiro, na produção de alimentos infantis e, segundo, na produção de alimentos humanos em geral. A primeira proibição entrou em vigor em 1º de janeiro de 2010 e a segunda - a que, agora, deixa a indústria em polvorosa - deve vigorar a partir de 1º de janeiro de 2011.

O assunto, aliás, esteve em foco no AviSite em duas ocasiões, no mês de maio de 2008 (vide "Governo russo pode proibir processamento de frango congelado" e "Rússia insiste em proibir carne congelada na industrialização"). Mas parece que lá, a exemplo de outro país de todos conhecido, assuntos importantes só são levados a sério no último momento.

Agora, só resta "correr contra o tempo". Como argumento, a indústria processadora russa levanta a ausência de infraestrutura interna adequada (transporte, armazenagem, processamento) para substituir o produto congelado pelo resfriado. Como apela, também, para a elevação do preço final dos produtos, problema que vai afetar o bolso dos consumidores.

Segundo o RBC, se a proibição não for revogada e passar a valer a partir de 1º de janeiro próximo, vai afetar negativamente os negócios de multinacionais instaladas no país. Caso, por exemplo, da McDonald's (que, é bom lembrar, tem entre seus principais fornecedores mundiais a Keystone Foods, recentemente adquirida pela brasileira Marfrig), que não vai mais poder utilizar produtos elaborados a partir de carnes avícolas congeladas e pode, em conseqüência, enfrentar grande elevação de custos.

(Portal Avisite/SP)

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